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riscos_e_rabiscos

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Saber Partilhar.

Desde que me lembro de mim, quem me lembro de saber dividir, partilhar. Apesar de eu ter sido filha única durante muito tempo - tenho 15 anos de diferença do meu irmão - e de ser uma esquisitinha (que ainda sou!) com os meus copos, pratos e talheres pois ninguém os podia usar a não ser eu, sempre soube o significado de partilha.

 

A minha mãe sempre teve o gosto, o prazer de quando via uma novidade, trazer para casa. Um bolinho, um chocolate, uma fruta, qualquer coisa que seja nova, ela gosta de comprar para trazer para casa e provarmos. E o mesmo se passa comigo: se vejo alguma coisa diferente, gosto de trazer para casa. Ou até mesmo se faço algo diferente na minha casa, gosto de trazer para a minha mãe e mandar para a minha sogra.

É assim que sou e que aprendi a ser: se tenho alguma "novidade", não a como, por exemplo, sem a dividir com o N. ou com o meu irmão. Pra mim é impensável usufruir daquele pequeno prazer sem o partilhar com alguém.

 

Imaginemos a situação em que eu comprava um chocolate novo que tinha saído no mercado. Jamais seria capaz de o "engolir" todo sem repartir com os outros. Assim como, se fosse o meu irmão ou o N. a comprá-lo, comer tudo sem conhecimento e repartir com eles. Já pensaram a frustração que é andarmos o dia todo a pensar num pedacinho daquele chocolate, chegarmos a casa e ele ter sido comido integralmente por alguém sem nossa "autorização"? 

 

Chamem-me comichosa, esquisitinha ou o que quiserem, mas este tipo de atitudes não faz parte da minha educação e nem da minha "prática social". Quem tem este tipo de atitudes é egoista, só pensa no seu próprio umbigo e não respeita os outros.

Isto acontece com pequenos nadas alimentares mas reportemo-nos ao tempo dos nossos pais em que uma sardinha tinha que dar para alguns dez. Como é, também comiam a sardinha toda e os outros passavam fome? O princípio é o mesmo embora os tempos sejam outros. Por isso, quem não sabe repartir, que pense duas vezes antes de engolir tudo sozinho. Amanhã pode estar a passar fome e vai gostar que alguém partilhe consigo uma côdea de pão.

 

É só uma opinião minha.

Aprendiz de ladrão.

Fui comprar uns legumes, aqui na mercearia ao lado, para fazer uma sopa.

enquanto eu andei a passear pelos diversos legumes expostos e a colocar nos sacos aqueles que pretendia levar, entrou uma cigana mas a sua penca de filhos.

 

Levei as minhas coisas para o balcão para serem pesadas. Durante a espera, reparei que, nas minhas costas, dois dos filhos da cigana, chegaram-se ao pé das nectarinas e pegaram cada um em sua e meteram no bolso. Como topei que o moço que me estava a anetndar, topou a coisa, não foi preciso alertá-lo. Mas enquanto isto tudo se passava, a mãe cigana conversava alegremente como "manobra de diversão" para o acto dos filhos.

 

Chegou a vez da cigana pagar a sua conta e o dono da mercearia disse-lhe que quantia tinha de pagar e depois acrescentou "ah e mais um euros do fruta dos miúdos". Bem o que é que ele foi dizer... A cigana desata a ofender o rapaz e a dizer que se o marido estivesse ali metia o seu pésnis (mas em forma de asneira) na boca dele e que ele lhe queria era lamber o sexo dela e coisas do género. E virando-se para nós, muito ofendida, ainda disse "são crianças, chegam ali e querem fruta e tiram..." como se isto tivesse algum sentido. Com grande paciência, o dono diz educadamente" mas a mãe tem que ensinar que não é assim...".

 

A sacana da cigana voltou a proferir impropérios e saiu a voar porta fora. De repente, volta para trás, tira mais uma nectarina que estava escondida entre ela e o bebé que trazia ao colo e atirou-a ao rapaz que me atendeu para depois voltar a sair a correr. Não lhe acertou por uma unha negra! O rapaz ficou danado e só não lhe acertou de volta porque ela desapareceu antes que desse tempo.

 

Mas esta cigana tem a mania que é tudo dela e do gamanço. Um dia destes estava ela no supermercadio aqui perto com o bebé. Já levava o biberão com água quente e assim que chegou à zona das papas e leites, abriu uma lata de leite, deitou para dentro do biberão que cmeçou a dar ao bebé ali mesmo, descaradamente.

 

Uma zona óptima, valorizada - que agora não tem qualquer valor -, tornou-se uma zona assim. Tenho muita pena mesmo.:(

 

 

Exijo Respeito!

Ainda não me tinha acontecido mas alguma vez seria a primeira. Nunca tinha apagado um comentário mas desta vez fi-lo.

 

Em primeiro lugar, quero relembrar que este blog é meu e foi criado para registar os meus estados de alma. Como tal, eu posso escrever o que me der na real gana, exprimindo as minhas opiniões e sentimentos. Por enquanto, ainda sou livre para poder dizer o que me apetecer num espaço que é meu!

 

Segundo, não aceito insultos venham de onde vierem. Muito menos de gente anónima. Não insulto ninguém e nem é essa a minha natureza. E não admito que ninguém me insulte. Afinal queremos ser moralistas e depois insultamos os outros? Por isso, nem vale a pena darem-se ao trabalho de fazer comentários aqui no meu blog. Já sabem que não obterão qualquer resposta e que o vosso comentário vai para o lixo.

 

Terceiro, são bem-vindos a este blog todos aqueles que quiserem vir criticar construtivamente e comentar os meus posts. Como sabem, pois é prática corrente, respondo-vos a todos. É o mínimo que posso fazer por quem dedica algum do seu tempo a ler-me. Todos aqueles que vierem com a intenção de insultar não são bem-vindos.

 

Quarto, as dificuldades económicas são uma realidade do meu dia-a-dia. E são bastantes! Dou muito valor a quem trabalha e condoo-me muito com as pessoas que ainda têm menos do que eu. Não menosprezo ninguém pois, na minha maneira de ver as coisas, somos todos iguais e fazemos todos falta uns aos outros.

Quem acompanha o meu blog já percebeu que eu sou assim e quem não acompanha, podia ao menos ter consultado alguns posts anteriores antes de lançar insultos gratuitos.

 

Quinto, detesto gentinha que leva os dias à boa vida, não trabalha, tem casa que foi dada de graça e um óptimo carro. Isto à conta dos meus descontos que me levam quase metade do meu parco ordenado. Pois eu se precisar de casa, mandam-me ir para debaixo da ponte, subsídio de desemprego não tenho direito porque trabalho com recibos verdes, de Julho até Setembro vivo do ar pois não tenho trabalho e nem sequer tenho subsídios de férias ou de Natal.

 

Por isso, deixo aqui um conselho, em vez de insultarem as pessoas gratuitamente, tentem conhecer um pouco a realidade de quem estão a ler o blog.  Se calhar iriam perceber certas coisas. Não leram? Temos pena! A vida trata de vos dar a lição! Bem hajam!

 

Este post foi escrito para aqueles a quem servir a carapuça!